A inclusão digital

Com o aumento do número  de computadores no mundo, e a facilidade de acesso à internet, uma grande discussão sobre o acesso a rede mundial de computadores foi aberta. Será que a internet já é um direito obrigatório da humanidade?

Assim, podemos entrar na questão da inclusão e exclusão digital. Estudos apontam que o Brasil ainda possui um índice de exclusão digital muito grande. Em um mundo que está se modelando a cada dia para se encaixar nos módulas da informação virtual, esse é um dado preocupante.

Essa discussão leva ao conceito de globalização. Hoje, muitas nações são tidas como ‘globalizadas’, pois se adequam politicamente, culturalmente e economicamente ao mundo, mas isso só é possível através da inclusão digital de sua população.

O escritor Sérgio Amadeu da Silveira defende que a inclusão digital deve se tornar uma política pública, por quatro motivos. O primeiro é de que a exclusão digital leva a miséria e a pobreza, o segundo é que o mercado está cada vez mais voltado a pessoas com conhecimentos eletrônicos, o terceiro é a velocidade da informação na internet, e o quarto é o direito de se comunicar, pois a sociedade está se modulando aos meios de comunicação online, e quem não se encaixar, vai ficar para trás.

Ele ainda lista o que deve ser considerado como inclusão digital, que é o acesso a rede mundial de computadores, seus conteúdos, seus meios de comunicação, as linguagens e instrumentos para usar a rede, as técnicas de produção de conteúdo e a capacidade de construção de sistemas e ferramentas voltadas as comunidades. Mas para isso acontecer, autor ainda lista outras séries se mudanças que devam ocorrer na sociedade, como a implantação de unidades de inclusão, como bibliotecas ou salas de aula conectadas à rede, atividades livres como impressão de documentos ou cursos grátis de capacitação, atividades de monitoria para quem precisa aprender, e recursos de fundo público ou privado.

Nessa última lista, ainda consta a criação de softwares livres, que são os programas que não tem vínculos com empresas e são abertos ao público para modificarem. Assim, seria mais fácil a inclusão digital, pois a população não ficaria refém de uma determinada empresa ou companhia e seus preços, além de os governos não estarem alimentando empresas provadas e sim iniciativas públicas de seu povo.

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