Meio e mensagem

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Há muito tempo, antes mesmo da grande explosão tecnológica, por volta dos anos 80, McLuhan afirmou que o meio é a mensagem. A afirmação gerou controvérsia, pois todos os estudos da época apontavam as duas coisas como diferentes, e os estudos eram feitos separadamente. A partir dos anos 80, com a explosão dos computadores e da internet, essa frase teve de ser adaptada, pois, com a criação das mídias digitais, elas passaram a ser os meios, que ás vezes se tornam muito mais importantes que a própria mensagem, revolucionando os meios de comunicação.

Antes, os meios de comunicação eram generalizados, pois a demanda era única, como por exemplo televisões com os mesmos canais pra todo mundo, rádios com as mesmas estações para todo mundo, a mesma circulação de jornais etc. mas a internet proporcionaram uma segmentação de mercado. Videolocadoras, Tv’s a cabo, videogames, videoclips, aparelhos para gravação, máquinas de xerox, entre outros, fizeram com que as audiências de massa virassem uma audiência segmentada. As novas mídias não visam mais atingir um todo, mas sim um público específico, um público que tem a chance de escolher a mensagem, e consequentemente o meio, que chegue até ele.

Com isso, a informação passou a ser moeda corrente, todos brigam por informação. Um ponto a favor da informação é a diferença dela para os bens duráveis, pois se eu cedo uma informação à alguém, esse alguém vai ter, e eu também vou ter.

Para o autor americano Heim, a evolução da cultura digital evidencia também alguns problemas no mundo virtual. Para ele, esse mundo cresce no terreno das formações socioeconômicas e políticas do capitalismo globalizado. Há a separação entre o mundo virtual e o mundo real, como se os problemas da vida real, como o conflito étnico, o ressurgimento do nacionalismo, a fragmentação urbana, a miséria e a fome nas periferias do mundo, não entrassem no mundo virtual. Essa visão do autor é um pouco antiga se compararmos o que entendemos de internet hoje, principalmente a partir da web 2.0 e possivelmente 3.0.

O que não podemos negar é que vivemos em uma constante evolução tecnológica, e as máquinas estão cada vez mais inteligentes. Com isso, a tendência é que as máquinas fiquem cada vez mais parecidas com os seres humanos, e não o contrário.

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