Pirataria virtual

“Eles estão sendo bem-sucedidos em seu plano de recriarem a Internet antes que a Internet os recrie”

Pirataria. Palavra que tem muitos significados. Antes era usada para descrever navegadores clandestinos que roubavam cargas legais de navios legais. Depois passou a ser usada para descrever o ato de copiar e distribuir algo que era de outra pessoa por motivos de criação, ou seja, outra pessoa tinha criado esse ‘algo’. Hoje, a palavra pirataria é basicamente usada para descrever o crime de também copiar e distribuir algo, só que na internet. Nas três fases do uso da palavra pirataria, há algo em comum, que é o crime, o ato de usufruir de algo que não é seu, seja para uso pessoal ou comercial.

Na internet, a pirataria tá atingindo níveis imensos, mas antes de falar da pirataria na internet, temos que falar do antecedeu esse tipo de pirataria. Tudo, basicamente, começou com a invenção do cinema por Edinson, quando o próprio monopolizou o uso de equipamentos de tetros e cinemas e limitou o trabalho de outros, tudo porque foi algo que ele criou e ele se sentiu no direito de cobrar para terceiros usarem de sua invenção.

A partir desse caso, ao longo do século XX, tivemos alguns casos clássicos de pirataria dos “direitos autorais”. Como o da indústria fonográfica, com as controvérsias, inclusive das leis, das cópias de suas músicas e do uso delas, a partir de bandas covers, ou até mesmo de ‘pessoas comuns’, simplesmente reproduzindo-as em suas casas. Há também o caso das rádios, que reproduziam as músicas de autorias dos artistas livremente, e depois passaram a pagar somente aos compositores. E por último, os da TV’s a cabo, que reproduziam canais de televisão sem a permissão desses canais, mas que depois, passaram a receber quantias estipuladas pela lei, e não pelos próprios canais.

Só então chegamos na era da internet, que elevou o conceito de pirataria. Na web, o principal modo de pirataria é o compartilhamento peer to peer (P2P). Ele consiste em usuários compartilharem online seus arquivos, e que permite pessoas do mundo inteiro terem esses arquivos, que podem ser músicas, filmes, documentos etc.

A partir disso, muitas reclamações surgiram de gravadoras, produtoras e outras empresas, sobre queda de vendas e lucros, e elas culpam quase que na totalidade a pirataria por isso. Sobre isso, Lawrence Lessig, autor do livro “Cultura Livre”, listou quatro tipos de compartilhamentos na internet em relação a pirataria. São eles (1) os que usam o compartilhamento porque não tem interesse de comprar os produtos ‘originais’, seja porque não quer, ou porque não pode. (2) os que usam para conhecerem os produtos e depois comprarem as mídias físicas, (3) os que usam para baixarem arquivos que não são mais disponíveis fisicamente, e (4) os que usam para baixarem arquivos disponibilizados gratuitamente pelos próprios arquivos ou empresas.

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